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1. O que
são medicamentos genéricos?
O medicamento genérico é aquele
que contém o mesmo fármaco (pincípio ativo), na mesma
dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via
e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de
referência no país, apresentando a mesma segurança que
o medicamento de referência no país, podendo este ser
intercambiável. O Ministério da Saúde através da
ANVISA, avalia os testes de bioequivalência entre o
genérico e seu medicamento de referência, apresentados
pelos fabricantes, para comprovação da sua qualidade.
2. O que são medicamentos similares?
Os similares são medicamentos
que possuem o mesmo fármaco, a mesma concentração,
forma farmacêutica, via de administração, posologia e
indicação terapêutica do medicamento de referência (ou
marca), mas não têm sua bioequivalência com o
medicamento de referência comprovada.
3. O que são medicamentos de referência?
São, normalmente, medicamentos
inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade foram
comprovadas cientificamente, por ocasião do registro
junto ao Ministério da Saúde, através da ANVISA. São
os medicamentos que, geralmente, se encontram há bastante
tempo no mercado e tem uma marca comercial conhecida.
4. Como identificar os três tipos de
medicamentos existentes no mercado brasileiro: os
genéricos, os similares e os de marca?
A diferença na identificação
está na embalagem.
Apenas os medicamentos genéricos contêm, em sua
embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que os
identifica, a frase "Medicamento genérico - Lei
9.787/99". Os demais medicamentos não possuem esta
identificação.
5. O medicamento genérico tem o mesmo
efeito do medicamento de marca?
Sim. O medicamento genérico têm
a mesma eficácia terapêutica do medicamento de marca ou
de referência. O medicamento genérico é o único que
pode ser intercambiável com o medicamento de referência,
visto que foi submetido ao teste de bioequivalência.
6. Quem faz os testes que possibilitam que
um produto receba o registro de genérico?
Os testes de equivalência
farmacêutica e bioequivalência são realizados em
centros habilitados junto à ANVISA.
7. O que é o teste de equivalência
farmacêutica?
Segundo a legislação
brasileira, o medicamento genérico deve ser equivalente
farmacêutico ao seu respectivo medicamento de
referência, ou seja, deve conter o mesmo fármaco, na
mesma dosagem e forma farmacêutica. O teste de
equivalência farmacêutica é realizado "in vitro"
(não envolve seres humanos), por laboratórios de
controle de qualidade habilitados pela ANVISA.
8. O que é o teste de
biodisponibilidade?
A biodisponibilidade relaciona-se
à quantidade absorvida e à velocidade do processo de
absorção do fármaco liberado a forma farmacêutica
administrada. Quando dois medicamentos apresentam a mesma
biodisponibilidade no organismo, sua eficácia clínica é
considerada comparável.
9. O que é o teste de bioequivalência?
O teste de bioequivalência
consiste na demonstração de que o medicamento genérico
e seu respectivo medicamento de referência (aquele para o
qual foi efetuada pesquisa clínica para comprovar sua
eficácia e segurança antes do registro) apresentam a
mesma biodisponibilidade no organismo. A bioequivalência,
na grande maioria dos casos, assegura que o medicamento
genérico é equivalente terapêutico do medicamento de
referência, ou seja, que apresenta a mesma eficácia
clínica e a mesma segurança em relação ao mesmo.
10. O que é princípio ativo?
É a substância existente na
formulação do medicamento, responsável pelo seu efeito
terapêutico. Também denomina-se fármaco.
11. Como devem atuar os médicos, no
momento da prescrição da receita?
A prescrição com a
denominação genérica do medicamento é obrigatória
somente no serviço público (SUS). Nos demais casos,
ficará a critério do profissional responsável, podendo
ser realizada sob nome genérico e/ou comercial.
12. O médico pode proibir a troca do
remédio de marca pelo medicamento genérico?
O profissional poderá restringir
a substituição do medicamento de referência pelo
genérico (intercambialidade); todavia, esta orientação
deverá ser escrita de próprio punho, de forma clara e
legível.
13. Se na farmácia não tiver o
medicamento genérico, como o usuário deve proceder?
O usuário deve solicitar ao
farmacêutico orientações quanto à substituição do
medicamento, conforme a prescrição, ou procurar outro
estabelecimento que possua o medicamento genérico
prescrito.
14. Qual a vantagem de comprar o
medicamento genérico?
Pela comprovação da boa
qualidade do medicamento genérico, atestado pela ANVISA,
e pelo menor custo, em relação ao medicamento de
referência.
15. Por que a compra do medicamento
pelo princípio ativo fará baixar o preço do
medicamento?
Os fabricantes de medicamentos
genéricos não necessitam fazer investimentos em
pesquisas para o seu desenvolvimento, visto que as
formulações já estão definidas pelos medicamentos de
referência e que servirão de parâmetro para a
fabricação. Outro motivo a ser considerado diz respeito
ao marketing. Os fabricantes de medicamentos genéricos
não necessitam fazer propaganda, pois não há marca a
ser divulgada.
16. É preciso receita médica para
comprar um medicamento genérico?
Sim. Qualquer medicamento, exceto
os de venda livre, seja de marca, similar ou genérico
deve ser vendido mediante prescrição médica. A auto
medicação é uma prática perigosa.
17. Em que outros lugares do mundo os
genéricos já foram implantados? Deu certo?
Os Estados Unidos e muitos
países da Europa já adotam políticas semelhantes há
mais de 20 anos.
O mercado mundial de medicamentos genéricos cresce,
aproximadamente, 11% ao ano. Nos Estados Unidos, a
participação do receituário de genéricos alcançou
cerca de 42% das prescrições. Os EUA, o Japão e a
Alemanha representam cerca de 60% do mercado mundial de
genéricos, cuja expansão é inevitável.
Os medicamentos vendidos pelo nome do princípio ativo
deram tão certo, que o mercado de genéricos representa
72% do receituário médico, nos EUA, a um custo médio de
30% mais barato em relação ao medicamento de marca.
18. As indústrias estrangeiras
instaladas no Brasil fabricam mais similares ou
genéricos? E as nacionais?
As indústrias farmacêuticas
estrangeiras, instaladas no Brasil, fabricam mais
medicamento de referência ou de marca, porque fazem
pesquisas em grandes centros de alta tecnologia no seu
país de origem, com grande capital de giro para investir.
No entanto, as referidas indústrias produzem similares e
podem produzir genéricos. As indústrias nacionais têm
maior produção de medicamentos similares. Atualmente, os
medicamentos genéricos já fazem parte da produção
nacional.
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